segunda-feira, 22 de novembro de 2010
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
21 DE NOVEMBRO: A CELEBRAÇÃO
A frase emprestada não tem prazo de validade para quem se ufana de ter sorte na vida. Adiciona-se a ela o devido reparo gramatical e a ventura de nascer filha de dois professores da Língua Mãe!
21 de novembro: evoé, Baco!
"Gracias a la Vida que me ha dado tanto".
(Mercedes Sosa)
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Cinema e Direitos Humanos
Confira a Programação no Cine Praia Grande
29/11 – SEGUNDA-FEIRA
19h30 - Sessão de Abertura
VIDAS DESLOCADAS
João Marcelo Gomes (Brasil, 13 min, 2009, doc)
PERDÃO, MISTER FIEL
Jorge Oliveira (Brasil, 95 min, 2009, doc)
30/11 – TERÇA-FEIRA
13h30 - A VERDADE SOTERRADA
Miguel Vassy (Uruguai/ Brasil, 56 min, 2009, doc)
ROSITA NÃO SE DESLOCA
Alessandro Acito, Leonardo Valderrama (Colômbia/ Itália, 52 min, 2009, doc)
15h30 - ENSAIO DE CINEMA
Allan Ribeiro (Brasil, 15 min, 2009, fic)
Renate Costa (Paraguai/ Espanha, 91 min, 2010, doc)
17h30 - A BATALHA DO CHILE II – O GOLPE DE ESTADO
Patricio Guzmán (Chile/ Cuba/ Venezuela/ França, 90 min, 1975, doc)
19h30 - ABUTRES
Pablo Trapero (Argentina/ Chile/ França/Coréia do Sul, 107 min, 2010, fic)
03/12 – SEXTA-FEIRA
13h30 - DOIS MUNDOS
Thereza Jessouroun (Brasil, 15 min, 2009, doc)
AMÉRICA TEM ALMA
Carlos Azpurua (Bolívia/ Venezuela, 70 min, 2009, doc)
15h30 - VLADO, 30 ANOS DEPOIS
João Batista de Andrade (Brasil, 85 min, 2005, doc)
17h30 - A HISTÓRIA OFICIAL
Luis Puenzo (Argentina, 114 min, 1985, fic)
19h30 - XXY
Lúcia Puenzo (Argentina/ França/Espanha, 86 min, 2006, fic)
01/12 – QUARTA-FEIRA
13h30 - Audiodescrição
AVÓS
Michael Wahrmann (Brasil, 12 min, 2009, fic)
ALOHA
Paula Luana Maia, Nildo Ferreira (Brasil, 15 min, 2010, doc)
CARRETO
Marília Hughes, Claudio Marques (Brasil, 12 min, 2009, fic)
EU NÃO QUERO VOLTAR SOZINHO
Daniel Ribeiro (Brasil, 17 min, 2010, fic)
* Sessão com audiodescrição para público com deficiência visual.
15h30 - HÉRCULES 56
Silvio Da-Rin (Brasil, 94 min, 2006, doc)
17h30 - DIAS DE GREVE
Adirley Queirós (Brasil, 24 min, 2009, doc)
PARAÍSO
Héctor Gálvez (Peru/ Alemanha/Espanha, 91 min, 2009, fic)
19h30 - CARNAVAL DOS DEUSES
Tata Amaral (Brasil, 9 min, 2010, fic)
MEU COMPANHEIRO
Juan Darío Almagro (Argentina, 25 min, 2010, doc)
LEITE E FERRO
Claudia Priscilla (Brasil, 72 min, 2010, doc)
04/12 – SÁBADO
13h30 - MÃOS DE OUTUBRO
Vitor Souza Lima (Brasil, 20 min, 2009, doc)
JURUNA, O ESPÍRITO DA FLORESTA
Armando Lacerda (Brasil, 86 min, 2009, doc)
15h30 - HALO
Martín Klein (Uruguai, 4 min, 2009, fic)
ANDRÉS NÃO QUER DORMIR A SESTA
Daniel Bustamante (Argentina, 108 min, 2009, fic)
17h30 - MARIBEL
Yerko Ravlic (Chile, 18 min, 2009, fic)
O QUARTO DE LEO
Enrique Buchichio (Uruguai/ Argentina, 95 min, 2009, fic)
19h30 - O FILHO DA NOIVA
Juan José Campanella (Argentina/ Espanha, 124 min, 2001, fic)
02/12 – QUINTA-FEIRA
13h30 - Audiodescrição
PRA FRENTE BRASIL
Roberto Farias (Brasil, 105 min, 1982, fic)
* Sessão com audiodescrição para público com deficiência visual.
15h30 - A CASA DOS MORTOS
Debora Diniz (Brasil, 24 min, 2009, doc)
CLAUDIA
Marcel Gonnet Wainmayer (Argentina, 76 min, 2010, doc)
17h30 - ALOHA
Paula Luana Maia, Nildo Ferreira (Brasil, 15 min, 2010, doc)
AVÓS
Michael Wahrmann
(Brasil, 12 min, 2009, fic)
CINEMA DE GUERRILHA
Evaldo Mocarzel
(Brasil, 72 min, 2010, doc)
19h30 - KAMCHATKA
Marcelo Piñeyro (Argentina/ Espanha/Itália, 103 min, 2002, fic)
05/12 – DOMINGO
13h30 - GROELÂNDIA
Rafael Figueiredo (Brasil, 17 min, 2009, fic)
MUNDO ALAS
León Gieco, Fernando Molnar, Sebastián Schindel (Argentina, 89 min, 2009, doc)
Classificação indicativa: 12 anos
15h30 - CARRETO
Marília Hughes, Claudio Marques (Brasil, 12 min, 2009, fic)
BAILÃO
Marcelo Caetano (Brasil, 17 min, 2009, doc)
DEFENSA 1464
David Rubio (Equador/ Argentina, 68 min, 2010, doc)
17h30 - O ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS
Cao Hamburger (Brasil, 110 min, 2006, fic)
19h30 - EU NÃO QUERO VOLTAR SOZINHO
Daniel Ribeiro (Brasil, 17 min, 2010, fic)
IMAGEM FINAL
Andrés Habegger (Argentina, 94 min, 2008, doc)
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
domingo, 7 de novembro de 2010
Tempo de temperos ou de tempestades?
O enigma do tempo é um dos meus fascínios. A pressa pode pisotear flores. Mas a lentidão é represa na torrente de águas afoitas, abundantes, temerárias que ousam afrontar o próprio tempo. O tempo, essa bizarra dimensão misteriosa, a quem atribuem ser o velho Senhor da Razão, vez por outra, ensandecido, alucina os dias e as horas. Dele, diz ser Rei, a bela canção. E eu, rainha, a me contentar com migalhas de segundos que sobram de tantas eternidades já sonhadas, recito as palavras do Eclesiastes, um dos meus poemas bíblicos preferidos, depois de Salomão:
“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar; Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;”
Mas qual o verbo do princípio conjugará pretéritos imperfeitos? Ou redigirá, como imperativo da alegria, o futuro do presente? Em qual tempo acontecerá o milagre da tranformação do Malbec em Água Perrier? A conversão do mármore em mel? Tempo de temperos e semeaduras? Ou, novamente, tempo de tempestades, que varrem a terra para surgirem novos húmos? Repilo o tempo de aconte(cimentos) petrificados. Quero o aconte-SER. Nós e os episódios somos frutas das quais a demora no tempo de colheita apodrece e o instante mágico da hora exata proporciona o sorver. A rotina asfixia os minutos. Mas o atraso e a demora também destroem o agora. A ausência é a indolência do tempo. Começo, meio e fim? Sem ponteiros no meu relógio, destruo as horas, mas acabo também com o fim. “,” (vírgula, como faria Clarice)
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Contos e pontos sem “nós”
“Eu apenas fui pontual” – disse ele. Ela revirou os olhinhos aflitos, assustados, porém ardentes, e impregnou o ar de uma expressão singular, indizível. Pontuação? Sinalizar as frases, os períodos, de vírgulas, exclamações, reticências, interrogações. Ou, de forma ditatorial, impor um ponto final em um conto que anunciava ser como As Mil e Uma Noites?
Ele sofria da aversão de Rancé, em que seu Eu não saberia suportar a teatralização de uma palavra sem se perder. Ela, da bulimia da ambigüidade: sedução e destruição, nutrição e fome. Verdades dançarinas.
Dentro dele, sussurrava um poema infantil, tosco, remanescente de outrora: Se eu pudesse atrasar o relógio do tempo, te amaria com pontualidade britânica. Pontual. Um relógio condenado à morte do tempo, em caso de atraso ou adiantamento. E recolhia as Palavras ao Vento, recitando Adriana Falcão: “Talvez: resposta pior do que um Não”.
Acontece que algumas palavras não foram espalhadas pela tempestade. A exatidão dos números se enroscou à sinuosidade da semântica romântica. A retórica foi calada pelo silêncio. Os cheiros, calores e sabores não respeitavam horários e nem sabiam ler a palavra “talvez”. E ninguém sabia mais, na história, quem era o Sultão ou a Sherazade. Eles dormiram e sonharam novamente o mesmo sonho. Ao som da crônica de Rubem Alves:
“As mil e uma noites são a estória de cada um. Em cada um mora um sultão. Em cada um mora uma Xerazade. Aqueles que se dedicam à sutil e deliciosa arte de fazer amor com a boca e o ouvido (estes órgãos sexuais que nunca vi mencionados nos tratados de educação sexual…) podem ter a esperança de que as madrugadas não terminarão com o vento que apaga a vela, mas com o sopro que a faz reacender-se”.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
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