segunda-feira, 21 de março de 2011

JÁ NAS BANCAS!

sábado, 19 de março de 2011

Fly Me To The Moon e o ritual da Lua Cheia

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sexta-feira, 18 de março de 2011

Som da (SEX)ta Feira

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quinta-feira, 17 de março de 2011

Cidadania às Travestis do Maranhão

quarta-feira, 16 de março de 2011

Oficina auto-ajuda


Postei, há alguns dias, no Facebook, sobre certas experiências para alargar os horizontes da alma. Nada pode causar maior desencanto, a quem concebe a existência como dádiva preciosa, do que amesquinhar toda e qualquer possibilidade de farta exploração dos múltiplos universos oferecidos durante a jornada terrena.
O tema em destaque é parte integrante da mania de usar o blog como confessionário. Tenho exposto minhas vísceras neste espaço, de modo desavergonhado, porém absolutamente honesto e real. Como Zuenir Ventura: “eu não sei escrever ficção. A realidade é inesgotável”. São delírios, devaneios, confissões, lamentos, protestos, pregações em desertos, vez em quando, e outras reticências presentes em meu RG emocional.

Após dias de carnaval, cinzas e incêndios, resolvo denunciar a mim mesma por tantas vezes rasgar o passaporte que me foi dado para vir fazer por merecer a chance de estar aqui nesta Vida. Não pode haver falência pior do que tornar pequena, franzina, a imensidão da experiência humana – tenho repetido à exaustão.

Como não se emocionar ao assistir ao documentário Lixo Extraordinário, do artista Vik Muniz, e não sentir lágrimas nos olhos embrutecidos por um cotidiano asfixiado durante meses? O filme pede uma postagem exclusiva, em breve. Como não abastecer os sentidos ao ouvir a música daquele CD de Arto Lindsay, garimpado, com entusiasmo, em um sebo? Ou ainda deixar de se deliciar com um dos livros da coleção reeditada pelo Instituto Moreira Salles, da poeta Ana Cristina César, A Teus Pés? O que dizer do oportuno poema de Paul Verlaine? E só para citar um dos Sete Pecados Capitais, como não degustar rezando, aquele jantar profano do Alessandro & Frederico, no Leblon? São mimos de quem precisa do deslocamento, da distância temporária, da busca incessante para alimentar o interior, tantas vezes insaciável.

Desgraçadamente lamentáveis são as ocasiões em que ignoramos a finalidade superior da existência. Há de se pedir perdão aos Céus pelas vezes em que, surdos e cegos pelo fanatismo de nossas paixões mórbidas, deixamos de contemplar tanta beleza.



Perdoai, Senhor, pelos dias que desperdiçamos, engordando os monstros que habitam dentro de nós!

Perdoai, Senhor, pela falta de delicadeza, engolida pelas nossas mais feias vaidades!

Perdoai, Senhor, pelo mau-humor que destrói todos os prazeres possíveis, dos quais somos merecedores porque, afinal, somos teus filhos!

Perdoai, Senhor, pelas vezes em que, carrancudos, deixamos de fazer charme, anulando as chances de namorar a viagem da vida e tantos de seus mais interessantes passageiros.

E obrigada, Senhor, pelo sol que nasce todas as manhãs, alardeando que há sempre um novo dia, um novo começo.